22 Dezembro 2009

POVO DA ALIANÇA - IPB


Um dos últimos trabalhos onde participei dividindo as faixas gravadas de contrabaixo, agora com o mano Daniel Maia. "Povo da Aliança" é um CD de cânticos da Igreja Presbiteriana do Brasil. Está disponível para DOWNLOAD (com permissão).
CIFRAS NESSE LINK (foram disponibilizadas 11 das 15 músicas).

20 Dezembro 2009

Apoio ao líder da música nas igrejas


Baseado no material didático "Organização para equipes de louvor", de Sérgio Pereira.

Cada vez mais os líderes de equipes musicais nas igrejas estão sobrecarregados e sem tempo por não saberem como delegar tarefas, e muitas vezes por achar que a equipe não quer ou não pode colaborar. Na verdade, várias tarefas encabeçadas pelo coordenador geral podem - e deveriam - ser distribuídas dentro da equipe.

Primeiramente, deve-se expor todas as tarefas que são necessárias para a organização. Depois, a partilha das mesmas. No decorrer do caminhar com as lideranças formadas, percebe-se o cuidado de cada um com sua área, se gostam ou não de seu trabalho, se têm talento, tempo e vários outros fatores importantes para a boa manutenção no seu campo de atuação.

Apresento abaixo algumas sugestões de lideranças que apoiariam o coordenador geral (que tem como trabalho administrar toda a equipe e desenvolver objetivos a curto, médio e longo prazo, avaliando constantemente os resultados musicais e de relacionamento obtidos):
1. Espiritual: oração, estudos bíblicos e relacionamentos.

2. Diplomacia e financeira: contato direto com a liderança da igreja local para possíveis trabalhos externos, manutenção e compra de equipamentos, cursos e eventos.

3. Arranjador: instrumental e vocal - para ensaios e apresentações.

4. Preparador vocal: enquanto o arranjador faz o trabalho de combinações de notas e entradas para os cantores, o preparador vocal deve atuar no aquecimento, afinação, técnicas de respiração entre outros recursos tanto nos ensaios como nas apresentações.

5. Cifras, letras, partituras e projeção: essa pessoa apenas organiza a escrita musical; quem deve escrever é o arranjador. No caso da projeção, além de organizar, transcreve as letras e procura pessoas para formar uma equipe para atuar “ao vivo”.

6. Líderes de louvor: repertório e condução da banda ao vivo. O ideal é que seja mais de um alternando-se nos domingos do mês. Lembrando: quem leva a adoração do povo de Deus a Ele não somos nós e sim o Espírito Santo. O líder de louvor conduz a música produzida naquele momento e não a "adoração", como geralmente se fala nos palcos das igrejas, tremendo equívoco.

7. Técnico de som e roadies: montagem, regulagem, manutenção e transporte. Esse líder zela também pela guarda dos instrumentos e equipamentos. São eles que comunicam ao pessoal de "Diplomacia e Fianceira" a respeito das necessidades nesse quesito. Os roadies são ajudantes de palco.

É dever do líder, preparar outros líderes (inclusive para substituí-lo), de modo que todos sintam-se iguais na equipe, e também para aliviar a carga pesada sobre os ombros (Ex 18:21; Mt 11:30). John Wimber (Ministério Vineyard) dá algumas sugestões sobre como trabalhar nesse aspecto, no "Modelo de Discipulado em Cinco Passos”:
1. Dirija a adoração sempre junto com outro líder em treinamento;
2. Deixe essa pessoa tocar junto enquanto você ministra;
3. Deixe que essa pessoa dirija o momento enquanto você toca com ela;
4. Converse com ela sobre como foi a experiência;
5. Termine o processo deixando que ela lidere sozinho.

13 Dezembro 2009

Sobre liderança musical remunerada


É muito difícil - diria "quase impossível" - trabalhar excelência em uma equipe de música na igreja local sem a justa remuneração do líder (coordenador geral, ministro de música, líder de louvor, maestro, ou qualquer outra denominação que se dê para o cargo).

Para tal ministério é preciso tempo - muito tempo - para desenvolver objetivos, ensinar conceitos musicais, criar uma equipe sadia, conectá-los às necessidades da igreja local, assim como da comunidade onde se insere.

Além disso, fazer arranjo instrumental/ vocal para uma banda requer muitas horas semanais tanto para a criação, como para a escrita, assim como para os ensaios.

Donald P. Hustad* comenta:
"Durante muitos anos na maioria das igrejas do movimento evangélico, julgava-se comumente que o ministério de música era executado por leigos, sem compensação financeira e no seu "tempo de folga". Isso se referia tanto aos regentes de conjuntos corais e organistas quanto aos coristas individualmente. Afinal de contas, os professores da escola dominical não são pagos - nem mesmo o superintendente da escola dominical - por isso, por que os músicos deveriam ser pagos? [...] Mais recentemente estabeleceu-se a concordância generalizada de que uma liderança musical competente exige perícia e cultura especiais - o que requer consideráveis despesas que merecem compensação. E sobretudo, nenhuma pessoa pode contribuir tanto - seja como músico, seja como pastor - se o seu tempo for limitado pela necessidade de ganhar a vida em outra vocação."

É ilusão a Igreja achar que o líder conseguirá dar conta do recado nas suas horas livres. Geralmente acham que, pelo fato da liderança estar dando seu melhor (nas horas vagas, dedicando boa parte do final de semana), isso já é suficiente, o que é um engano, geralmente vindo de leigos.

O que se nota em tais casos é, em primeiro lugar, que tal pessoa, muito bem intencionada, irá se sobrecarregar de tal maneira, que em breve abandonará o ministério (e muitas vezes até a igreja local) devido a um esgotamento emocional e físico que aos poucos toma sua vida. Em segundo lugar, a música trabalhada por arranjadores e outros líderes sem experiência e tempo é falha, possui linguagem infantil, e muitas vezes não tem conteúdo teológico. Uma boa análise crítica musical e teológica, feita por músicos e pastores experientes na questão pode colaborar com tal conclusão.

Em suma, como o microfone é dividido entre pastores e músicos nos cultos, não é uma boa economia para a Igreja deixar de pagar uma boa liderança musical, quando encontra uma - muitos pastores experientes dizem ser mais difícil encontrar ministros de música de qualidade do que pastores de qualidade.**


*HUSTAD, Donald P. Jubilate! A música na Igreja. São Paulo: Vida Nova, 1986.
** LIESCH, Barry W. Nova adoração. São Paulo: Eclesia, 2003.

10 Dezembro 2009

"Não é jazz o bastante"


Um purista fã de jazz telefonou para a polícia durante um festival na Espanha para reclamar que, em sua opinião, o grupo que estava tocando não era jazz o bastante.

Nesta segunda(7), a polícia espanhola foi ao festival Sigüera Jazz averiguar se o que o músico Larry Ochs, com 40 anos de carreira, e o grupo Drumming Core faziam era jazz ou música contemporânea.

O sujeito, que sem sucesso reclamou com os organizadores do evento pedindo seu dinheiro de volta, disse que seu médico o avisou que seria "psicologicamente desaconselhável" ouvir qualquer coisa que pudesse ser confundido por música contemporânea.

Após ouvirem parte da apresentação de Larry Ochs, os policiais que foram ao local concordaram que o purista poderia ter razão. O caso será levado ao tribunal.

Comentário: se houvesse um cara desse em show de "música gospel" no Brasil, esperando tocar o gênero... tadinho!


Fonte: UOL Música

09 Dezembro 2009

Resolva fora do Brasil...


Comprei um afinador de headstock (aqueles de pressão) da Planet Waves. Era o mais caro da loja, mas optei por ele para evitar estragos - geralmente "barato sai caro" em música...

Bom, primeiramente perdi a tampinha que segurava a bateria. Procurei em tudo que era lugar e nada. Depois ele quebrou o encaixe. O que fiz? Entrei em contato com o representante da Planet Waves no Brasil (Musical Express). Os caras me mandaram preencher um formulário, enviar o afinador quebrado e já avisaram de antemão que não se responsabilizam pelo "mau uso".

Me lembrei de um aluno que havia comprado um jogo de cordas GHS 0.40. Em uma semana arrebentou a corda sol. Ele enviou um e-mail direto para a GHS e a resposta dos caras foi enviar dois encordoamentos gratuitamente, sem nenhum custo e um pedido de desculpas pela falha.

Enviei então um e-mail direto para a Planet Waves dos E.U.A. A resposta? - "Me passe seu endereço para enviarmos um novo". Rápido, justo e prático. Chegou hoje, depois de um mês.

Bom, fica aqui a dica para músicos que precisam resolver problemas com acessórios musicais importados: fale direto na fábrica, fora do Brasil!