14 Junho 2010

Nesta quarta...


Baixo e Voz interpreta Djavan na Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP)
Dia 16/06 (nesta quarta-feira) na "Arena Cultural" - 18h30.

Esperamos você lá!

Sérgio Pereira e Marivone Lobo

11 Junho 2010

Para sempre Clube da Esquina


Ontem assistimos (e participamos cantando junto, é claro) de um show memorável: juntos no palco, Milton Nascimento, Lô Borges e Flávio Venturini cantando clássicos da década de 1970 do Clube da Esquina e outras.

Um das coisas que mais chamou atenção foi a liberdade do Milton em tocar o que queria, "não se importando se quem pagou quis ouvir" - neste caso, o show foi gratuito, abrindo a Feira Nacional do Livro na cidade de Ribeirão Preto. Uma das músicas era uma homenagem à sua mãe, sem letra, em 5 por 4 (com alguns compassos alternados) com uma melodia e improviso bem "tortos". E o público ali paradinho, ouvindo e absorvendo cada nota...

Duas horas e quarenta minutos de músicas inesquecíveis. Arte de qualidade sobrevive ao tempo!

08 Junho 2010

A cultura da mídia


Concluí uma leitura que indico: "A cultura da mídia" (Ed. EDUSC), de Douglas Kellner. Abaixo, um pequeno trecho que vale a pena ser lido:

"Os nossos descendentes, quiçá, olharão com espanto este nosso tempo. Talvez os participantes de uma era de tecnologia interativa considerem com assombro o nosso telespectador passivo. Os que forem capazes de terem acesso à informação num riquíssimo número de fontes informáticas talvez se admirem com esta época em que a enorme maioria do povo depende da TV como fonte principal de informação. [...] No futuro, talvez as pessoas fiquem pasmadas ao saberem que hoje se vê tanta TV, tanto filme ruim, que se ouve tanta música medíocre, que se lê tanto lixo em revistas e livros, durante horas e horas, dias e dias, anos e anos." (p. 421-422).

"As futuras gerações poderão contemplar a incrível concentração de riqueza, as impressionantes diferenças de classe, a fenomenal ocorrência de fome e miséria no mundo, as doenças mortais, a violência, a desordem social e a falta de instituições sociais e humanas e igualitárias, e achar que esta sociedade é realmente um espanto. Nosso tempo pode algum dia ser visto como uma idade das trevas, reino de incrível ignorância e atraso, em que a vida é muito mais feia, brutal e curta do que precisaria ser." (p. 422).

"Talvez, no futuro, os indivíduos e os governos sejam capazes de discernir a importância da cultura e subsidiar grande número de produções culturais, libertando a expressão cultural da tirania do mercado e do jugo de ferro da propaganda. Talvez as obras dos monstruosos conglomerados das comunicações – Time/ Warner, SONY/ Columbia, Paramount/ Viacom/ Blockbuster, Disney/ America – sejam descartadas e rejeitadas pelo público, que as achará intrinsecamente rasteiras, um insulto, um tédio, e esses conglomerados definharão, sendo substituídos por uma vibrante gama de expressões culturais, pontos de vista e opiniões." (p. 423).

"É importante aprender a discriminar entre o melhor e o pior da cultura da mídia e cultivar as subculturas contestadoras e alternativas. Somos aquilo que vemos e ouvimos, assim como somos aquilo que comemos; por isso, é importante imprimir nos indivíduos a necessidade de evitar a comida ruim da cultura da mídia e escolher produtos mais sadios e nutritivos. Isso exige o aprendizado da discriminação e do cultivo dos melhores sabores da cultura da mídia, além de outras modalidades de cultura, como a poesia, a literatura e a pintura, além de formas alternativas de música, cinema e TV. [...] as gerações mais jovens e saturadas da atualidade não são críticas nem instruídas em relação à mídia. Portanto, o desenvolvimento de uma pedagogia crítica exige o desenvolvimento de estratégias explícitas de pedagogia cultural, o que deixou de ser feito pelas escolas teóricas mais importantes: Frankfurt, estudos culturais e a maior parte da teoria pós moderna." (p. 425).

"A pedagogia crítica da mídia, por fim, baseia-se nessas abordagens, ensinando a ser crítico em relação às representações e aos discursos da mídia, mas também ressaltando a importância de aprender a usar a mídia como modalidade de auto-expressão e ativismo social." (p. 425).

"O fluxo gratuito de informações e comunicações é essencial à sociedade democrática; democracia implica acesso pleno a instrumentos de informação e comunicação. Para isso, portanto, é fundamental manter abertas essas vias de acesso, proteger meios de comunicação e informação como a Internet e lutar pelo acesso de um público cada vez maior. Sem um fluxo gratuito de informações, os cidadãos não poderão ser bem informados, e sem o acesso aos fóruns públicos de troca de idéias e debates, os cidadãos estarão excluídos do diálogo que constitui o cerne da democracia participativa." (p. 428-429).

02 Junho 2010

Egberto Gismonti também libera suas músicas


"Tenho 64 álbuns e, hoje, meu intuito não é mais produzir disco para vender, não tenho o menor interesse no mercado, e sim em fazer a minha música" - diz Gismonti, que, numa inédita associação, hoje, através do selo Carmo, é coprodutor de suas gravações na gravadora alemã ECM. "Por quase dois anos, estudei direito autoral com dois dos maiores conhecedores do assunto no Brasil e desde então administro todos os detalhes de minha carreira."

Como sócio de seus fonogramas, meses após a ECM distribuir seus discos para mais de 40 países, Gismonti tem o direito de fazer o que quiser com eles. Para o Brasil e demais países da América do Sul, planeja distribui-los gratuitamente em seus concertos. É o que deve acontecer com último, o duplo "Saudações", que num CD traz o tema "Sertãos veredas: tributo à miscigenação", com acompanhamento de uma orquestra cubana, e no outro, duos com seu filho, o também violonista e compositor Alexandre Gismonti. Este, mais um motivo de prazer e orgulho, ao lado da filha Bianca, pianista no Duo GisBranco.

Leia mais da ENTREVISTA AQUI.